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Caruaru entra na lista de municípios em emergência por causa da chuva, que chega a 15

  • 29 de mai. de 2017
  • 2 min de leitura

ImagemDivulgação

Caruaru, no Agreste de Pernambuco, vai entrar na lista de municípios em estado de calamidade pública por causa da chuva forte dos últimos dias. Segundo o secretário estadual de Planejamento e Gestão, Márcio Stefanni, o decreto foi assinado na noite desta segunda-feira (29) pelo governador Paulo Câmara e começa valer na terça (30), aumentando de 14 para 15 as localidades em emergência. Stefanni disse que Câmara vai à Brasília, neste terça, visitar ministros para explicar a situação dramática do Estado. Decretaram emergência até agora: Água Preta, Amaraji, Barra de Guabiraba, Barreiros, Belém de Maria, Catende, Cortês, Gameleira, Jaqueira, Marial, Palmares, Ribeirão, Rio Formoso e São Benedito do Sul. O último balanço do Governo é que há 42 mil pessoas entre desabrigadas e desalojadas por conta das enchentes. Duas mortes foram confirmadas em Lagoa dos Gatos, na Mata Sul, e há dois desaparecidos em Caruaru. O governador reuniu pela primeira vez o secretariado no Palácio, na área central do Recife, para discutir ações em decorrência da chuva. O encontro começou às 19h20 e durou 1h30. Foi determinado que cada secretaria ficará sob o comando de uma cidade em calamidade. Mil cestas básicas seguiram para a Mata Sul. Um dos helicópteros solicitados ao Governo federal para monitorar as áreas alagadas chegou nesta segunda e outro deve chegar amanhã. O secretário também informou que foram planejadas, neste encontro, limpeza de cidades para evitar proliferação de doença. Recursos De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Chuvas (Apac), as enchentes poderiam ter sido amenizadas se tivesse sido concluído o projeto de construção de quatro barragens, prometido depois das enchentes de 2010, que atingiram 68 municípios na região da Mata Sul. Destas obras, apenas a barragem Serra Azul, no rio Una, foi concluída. As outras três barragens, que deveriam conter as enchentes do rio Panelas, riacho dos Gatos e Pirangi, não. Segundo o secretário, "não faltou planejamento", mas recursos do Governo federal e as obras tiveram que parar. Stefanni disse que o presidente Michel Temer, que visitou Pernambuco na noite do último domingo (28), ficou de ajudar o Estado. "Foi dito isso [que faltou repasse de dinheiro] ao presidente e que é preciso atualizar os projetos. Não há troca de culpas. Foi feito um pleito de R$ 383 milhões, e o presidente se comprometeu a estudar o caso de Pernambuco", explicou. O secretário informou também Temer se comprometeu em agilizar a liberação de um financiamento de R$ 600 milhões que o Governo estadual tem contratado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para conclusão de obras preventivas de convivência com chuvas fortes. "Nós pedimos um tratamento similar de 2010, quando Pernambuco em conjunto com Alagoas foram ao BNDES e pediram um financiamento diferente do que é o ordinário do BNDES para situações excepcionais e o banco entendeu. Além do recurso de convênio, nós pedimos o financiamento, que é um direito do Estado, que vamos pagar de volta.", complementou.


FOLHA DE PERNAMBUCO


 
 
 

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