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Jair Bolsonaro: o “salvador da pátria”?

  • 21 de mai. de 2017
  • 2 min de leitura

Bolsonaro

Com a aproximação das eleições presidenciais no Brasil, tem-se observado o surgimento de possíveis nomes que irão concorrer à vaga de presidente do país. Com base nisso, o blog ‘Folha de Feira Nova’ apresentará uma série de artigos de opinião sobre os principais pré-candidatos que pretendem participar do pleito. Para dar início às nossas matérias, começaremos pelo pré-candidato Jair Messias Bolsonaro (PSC/RJ).

Em 2014, Jair Bolsonaro foi eleito Deputado Federal no Rio de Janeiro pelo Partido Progressista (PP), sendo o mais votado do estado com 464 mil votos (6% dos eleitores). Desde 2016 está filiado ao Partido Social Cristão (PSC), cumprindo seu sexto mandato, atualmente.

Não é de hoje que Bolsonaro desperta sentimentos bem polarizados em meio aos eleitores brasileiros e provoca trocas de farpas entre os seguidores da extrema direita e da esquerda. Visto por alguns como a “salvação” que o Brasil precisa, é dono de discursos nacionalistas, machistas, homofóbicos, conservadores e recheados de um extremismo que chega a ser irracional.

Para muitos, sua chegada à presidência representaria a concretização de uma preocupante onda de retrocessos, observando-se as declarações que o pré-candidato faz questão de perpetuar e os ideais que defende, como a liberação desenfreada do porte de armas, a castração química, a pena de morte, a explícita admiração pela ditadura militar, e muitas outras opiniões que demonstram os aspectos peculiares de sua personalidade nada equilibrada. Para outros, se eleito, representaria a mudança que tiraria o Brasil do fundo do poço, tornando o país um lugar perfeito para os cidadãos de bem e humanos direitos. Vale ressaltar que as mulheres, os homossexuais, os pretos e os pobres não estão tão incluídos assim nesse projeto de empoderamento da sociedade justa que o “salvador” da pátria defende, o que é muito preocupante.

Será que ideias extremistas, recheadas de ódio, representam o que pode, realmente, ajudar o país a superar o péssimo contexto político que enfrenta? Para alguns sim! Para outros, com certeza, não! Porém, o que temos visto são pensamentos intolerantes, política e socialmente falando, que afastam qualquer possibilidade de bom senso e conciliação entre a polarização Esquerda X Direita.

Os discursos do representante da extrema direita podem até agradar a algumas pessoas, mas não agradam a todos. Felizmente! Alguns podem até cobrar respeito por tê-lo como opção de voto, mas isso chega a ser controverso, principalmente se for observado que as propostas evidenciadas pelo mesmo não são baseadas no respeito às outras pessoas, mas sim, em ideais engessados e pautados em crenças pessoais que ocasionam segregação e perpetuam a intolerância aos grupos minoritários.

Por fim, só nos resta aguardar os próximos acontecimentos que norteiam a vida política brasileira e escolher conscientemente os nossos futuros representantes, pois, se não usarmos o bom senso e a nossa capacidade inata de raciocínio, poderemos estar levando ao poder outro bigodudo louco e ditador, só que, desta vez, em solo brasileiro.


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