Feira da Sulanca em Caruaru terá novo endereço à margem da BR-104
- 7 de ago. de 2015
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Prefeito de Caruaru sanciona lei de alteração de local e transfere para um condomínio, que será criado, incumbência da mudança do comércio
O prefeito de Caruaru, José Queiroz, sancionou ontem a lei que transfere a Feira da Sulanca de local e agora aguardará a constituição de um condomínio para “entregar a chave” do terreno de 60 hectares à margem da BR-104, onde ficará a nova feira. Segundo o prefeito, esse condomínio vai analisar o projeto sugerido pela prefeitura e terá autonomia para adotá-lo ou fazer alterações de qualquer tipo. “Esse grupo, formado por feirantes e representantes dos 11 mil sulanqueiros, vai decidir tudo, desde a quantidade de boxes ao preço cobrado por unidade comercial. Agora, o processo começa praticamente do zero”, garante. A responsabilidade da Prefeitura se limitará à fiscalização. Caso siga os trâmites para tirar do projeto atual, de sugestão da prefeitura, a obra pode começar em quatro meses, mas o formato gerou questionamentos por ser um opção muito cara para o feirante. Pelo conteúdo apresentado, um box, que será a unidade comercial mais reduzida (16 metros quadrados), custaria R$ 27 mil à vista, além das futuras taxas de manutenção e todos os tributos que incidem sobre o comércio. Hoje, o feirante paga uma taxa de R$ 25 por feira (realizada semanalmente). “A primeira tarefa do Condomínio é consultar o projeto, as tabelas e terá que ouvir técnicos, arquitetos, engenheiros, para processar a sugestão e fazer as alterações que achar mais favorável. O que apresentamos segue parâmetros de outros centros no Brasil”, defendeu José Queiroz. A nova área foi adquirida com orçamento de R$ 10 milhões pago pelo governo do estado. Parte dos feirantes pontuou que a mudança de local da feira é, de fato, necessária, mas que a decisão entre 11 mil feirantes pode gerar retardar o projeto. “Considero que tem que ser democrático, tem que haver conversa e o nosso olhar tem que ser considerado, mas a decisão tem que ser da prefeitura ou nunca vai sair porque vai virar bagunça com tanta gente com poder de escolha”, destaca um feirante que preferiu não se identificar. “Não acredito que deixar as decisões e a obra na mão dos feirantes pode prejudicar o processo ou fará ele perder qualidade construtiva. Eles são os interessados”, rebateu. O feirante concorda que a feira precisa mudar de lugar, mas questiona que as taxas pagas pelos feirantes não retornam. “Nada melhora no local. Nem os banheiros têm manutenção.” Queiroz justifica que a Sulanca está esvaziando, perdendo competitividade frente a Toritama e a Santa Cruz do Capibaribe porque o local se tornou pequeno, inseguro e parte em terreno é da iniciativa privada”, defende.
Texto de André Clemente - Diario de Pernambuco


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